Não interessa aos libertários saber quantos são, pois nas suas hostes não se recrutam agentes do poder e muito menos se atribuem números aos militantes. (carlos fonseca)

"Sou um bug ou dois na minha vida". (lena berardo)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Da minha mãe

Tive tudo e nada

Da vida eu tive tudo.

Tive o sol e tive a lua,
a chuva e o vento.
Tive o verde da esperança,
no azul do firmamento.
Tive músicas suaves...
em acordes de viloinos
que em meus ouvidos vibravam
como badalos de sinos!
Tive caminhos e escolhos
por onde arrastei meus pés...
Mas por vezes elevava-os
em pontas como ballets!
Tive brigas e tristezas...
Tive lágrimas e riso
que me marcaram em rugas,
promessas num paraíso.
Tive graças e desgraças
e às vezes no meu porvir
com tantas e tantas graças
nem graça tinha para rir...
Tive raivas, tive fúrias,
cansaços e desenganos...
Tive mantos de brocados
e andrajos de ciganos.
Tive lutas e fracassos,
Tive amor e tive ódio
E no meu peito cansado
Brilham medalhas num podium...

10 comentários:

Gio disse...

É bonito. Até que enfim que lemos um texto sem ter vestígios de alguma infusão tomada sem ler o rótulo. :)

joaninha versus escaravelho disse...

Obrigada. Agradeço pela minha mãe. :)
Senti saudades dela, hoje...
E este poema podia ser eu.
É engraçado como vidas tão diferentes têm tanto em comum...

LN disse...

Pareces uma Eugénia de Andrade (risos).

joaninha versus escaravelho disse...

Não fui eu quem escreveu... :/

Gaby Almeida disse...

Nossa adorei...

joaninha versus escaravelho disse...

Obrigada Gaby. :)
Mesmo que não fosse uma obra de arte, que para mim é, seria sempre. Tudo é uma obra de arte quando é a "nossa" mãe que faz, não é?
Beijos para ti. :)

LN disse...

Foi a tua mãe? já não percebo...

joaninha versus escaravelho disse...

Foi, foi a minha mãe. :)

joaninha versus escaravelho disse...

E achas que os teus textos sem ponta por onde se lhe pegue têm alguma qualidade ou revelam talento?
Lá estás tu com a arrogância.
Não passas de um jovem inconsciente... :/

joaninha versus escaravelho disse...

Este comentário meu acima, é dirigido ao LN que fez um comentário pouco agardável ao poema da minha mãe. Como quem manda aqui sou eu e não admito uma palavra contra a minha mãe, porque além do mais já não existe e não se pode defender, apaguei o seu comentário.
As regras neste mundo sm regras são estas. Quem não gostar não volte.
Estou farta disto, oh Diogo!
Já te dei 3 oportunidades. Chega!
Vai à tua vidinha e deixa-me em paz, como já te pedi várias vezes, se não és capaz de ser um tipo normal.