
Estava D. Inês bordando um tecido de brocado quando olhando para o seu relógio de pulso diz:
-Ai tão tarde e o Pedro sem vir.
Trálharálhe acontecido alguma coisa?
Diz a aia franzindo a testa:
-Se car...lho aconteceu...
Nisto diz o filho olhando pelas ameias do castelo:
- Oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mããããããeeeeee, lááááá vem o pai! (ler a cantar com a música da tourada, quando entra o touro em cena).



2 comentários:
Estou-te a dever uma gargalhada.
Se eu te disser que estas linhas fazem parte duma peça de teatro, que o meu pai representou no seus tempos de juventude, no Sousa Bastos (sala de cinema que já não existe em Coimbra, famosíssimo , aliás, pelas performances que sempre por lá ocorreram).
Mas atenção, nunca ouvi o meu pai dizer uma asneira. Achava até ridícula a figura dele a inventar sons, para se exprimir nessas alturas.
Acho que estou a ficar saudosista... :)
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