Não interessa aos libertários saber quantos são, pois nas suas hostes não se recrutam agentes do poder e muito menos se atribuem números aos militantes. (carlos fonseca)

"Sou um bug ou dois na minha vida". (lena berardo)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A visita papal

(este riso é um bocadito demoníaco, não? :/ )
A Judite de Sousa está a entrevistar um padre na televisão por causa da vinda do papa.
Deus não a iluminou porque ela esteve a falar virada para o lado errado da câmara que a filmava.
Deu para ver bem o seu perfil... :/

22 comentários:

Fragoso disse...

Darth Sidious vem a Portugal xD

joaninha versus escaravelho disse...

Ahahahhahah
Só tu!!!! :D

Diogo disse...

Aqueles olhos.
Vão bem com isto:

http://www.youtube.com/watch?v=pl7SonqCNzI

E essas bestas são mais ateus do que os ateus, é por isso que os amo. O meu cup of tea de herege. :D

Observação adolescente: FUCK PAPA!!!

:)

joaninha versus escaravelho disse...

Um bocado nojento, o vídeo... :/
Fazes o teu tea do sangue que jorra daquelas cabeças decepadas? Que nojo! :P
Fock! Fock! (porque eu sou uma senhora e não digo asneiras)

Diogo disse...

Não parece, mas eu posso ser muito hediondo muahahah!

joaninha versus escaravelho disse...

Este muahahah parece-me assim do tipo nojento... ahahahahha (blherc).
Vocês, os qe gostam de metal, são seres estranhos. Explica-me lá por favor: a letra daquela música conta aquela história que se vê no vídeo?

Diogo disse...

Não somos nada. Isso são estereótipos que vêm daquele tipo de metaleiro-grunho do culto ao negro, todo submundo e a cheirar a perfume slasher.

Eu não sou metaleiro, mas adoro metal e o submundo existencial - é como um balanço ao meu lado sensível, e afluente a engrossar hormonas masculinas. Vou do belo ao cataclismo. Vou de Brahms e Laura Marling a Luttenbachers... (http://www.youtube.com/watch?v=PU4pVVM5wb4), a cena mais agressiva que a modernidade anti-arte te pode dar.

Vê a letra: http://www.songlyrics.com/lair-of-the-minotaur/war-metal-battle-master-lyrics/

E no metal existem dezenas de variações... também devias gostar de metal.

joaninha versus escaravelho disse...

Gosto de algum (sou e sempre fui punk - já não visualmente, apesar de não me vestir segundo os padrões normais - segundo dizem as más línguas)mas não sou conhecedora. O som do vídeo que enviaste agrada-me mas as imagens não.
De música cl
assica também não gosto de toda. Gosto de óperas e ouça-as com frequência.
Vou ler a letra da desgraça... :D

PS: Não conheço Laura Marling.

joaninha versus escaravelho disse...

Já li e era o que pensava mesmo sem perceber patavina do que ele dizia.
Ainda por cima misógina. Já começo a perceber as fotos que escolhes para o teu blog. :P
ahahahahah

Diogo disse...

http://www.youtube.com/watch?v=rhMfz4HrcEA

Um video mais fofinho.

Há muito bom metal contemporâneo...

Laura Marling é gira, para quem curte folk e música de uma base mais harmónica/sensível, sem virilidades masculinas.
Metal é uma cena mais misógena.

Não tens a persona punker, tu tens «cara» de quem gosta de rock gótico, Cure, Bauhaus, Dead Can Dance, etc... dessas cenas a meio caminho entre o etéreo da fábula e o depressivo.

Digo eu, às tantas é uma asneira.

joaninha versus escaravelho disse...

Não disseste asneira nenhuma. Acertaste em cheio, mas apesar de gostar desse tipo de música a alma é punk (Não sou depressiva. Sou muito alegre). Até já andei à cuspidela ao Nick Cave. :P
Estive ouvir a Laura (não resistes a uma cara larocas :P ). Não achei muita graça porque não gosto de folk e essas coisas. É muito... hmmm... lalallalalalallalaala... :)

Diogo disse...

:)

joaninha versus escaravelho disse...

Este dos Protest the Hero já acho que a música tem partes muito melódicas. Também acho a voz pouco agressiva algumas vezes. Gosto mais dos sons guturais. :D
Isto é que tipo de metal? Dead? Black?...

Diogo disse...

Ai é? Gostas de guturais? :) A técnica vocal do gutural é mais empregue no death/black metal, que adoro, algum, especialmente o death metal técnico, género Obscura, ou a nova vaga francesa, de grande grande qualidade... Gorod, God Forbid, Fleshdoll, Fate, Benighted...

http://www.youtube.com/watch?v=j913gtJxNsQ

Protest The Hero é uma simbiose entre o thrash e o rock progressivo, são muito desse ambiente prog/técnico, não tão jazzistico e rebuscado como uns Meshuggah, mas também longe de cenas mais melódicas e directas do power metal (onde tb são influenciados).

Pronto, o que gosto no metal contemporâneo, basicamente, são estas duas correntes, o death metal técnico e o vanguardista, ali para os lados do prog dos anos 70, exemplo, uma das minhas favoritas (grande banda):

http://www.youtube.com/watch?v=19UZd_DKs2Q&feature=related

joaninha versus escaravelho disse...

Ahahahahah! Eu juro que vou ouvir com toda a atenção o que me enviaste, mas não consigo deixar de rir com os nomes das bandas. Não fixo nenhum. ahahahah
Espera... Gorod e Fate...
Mas já li duas vezes.... ahahahha
Depois dou feedback. :D
Gostaste de Naked City?

joaninha versus escaravelho disse...

Gostei de Between the Buried and Me. Do outro não tanto... :/
Só não entendo porque tem aquelas partes de música mais calmas para fazer meninos. :P
Afinal já conhecia Fleshdoll. Também gostei do que ouvi de Gorod e de God Forbid. Mas preferi os Fleshdoll.
Acho que se as ouvir se saber quem são também não identifico nada... :)

Agora mostra-me bandas de Black Metal. Please. :)

Diogo disse...

Oh, Naked City está para um vanguardista como Roma para um Católico... e Ruins, a vanguarda japonesa, é só maravilhas da desconstrução musical. Há muito boa coisa no underground avant-garde.

Gorod e Benighted é qualquer coisa de estratosférico.

joaninha versus escaravelho disse...

Depois de dormir um soninho e ir ao cinema (hoje é terça feira) vou ouvir outra vez tudinho e até ainda mais (o iutubi é uma maravilha ).
Mas então e o black???? Metal.

Diogo disse...

Se gostaste de Between, há todo um mundo à tua espera de metal para fazer meninos, amiguinha. :)

Vê se gostas destes arabescos todos a retorcer-te as percepções:

http://www.youtube.com/watch?v=hnZipRrVxQI&a=N8r9xpmxDGo&playnext_from=ML

De Black Metal não gosto... a temática do género, o modo de vida dos gajos, levam a cena anti-cristã, anti-mundo/sistema muito a sério, é muito violento. E depois, ouves um disco de black metal e parece que estiveste sempre a ouvir a mesma coisa, há pouca sensibilidade, o que lhes interessa é a brutalidade, é uma cena muito depressiva. É só grunhos nilistas e fascínoras de Hitler, o lixo humano. Em suma, pessoas que não gostava de encontrar na rua.

http://www.youtube.com/watch?v=aFn26ntmSsg


http://nemophotography.files.wordpress.com/2008/05/picture-8.png

Eu prefiro a mulherzinha...

joaninha versus escaravelho disse...

Acho que entendi a diferença. Consegui abstrair-me das imagens (fechei os olhos) e como não entendo nada do que eles dizem, consigo gostar do som. É pesado. :)
Mas percebo o que dizes acerca da mensagem apesar de não me chocar. Choco-me mais quando um homem bate numa mulher ou quando um pai tira os filhos a uma mãe, como é o meu caso. :/
Sei que são coisas diferentes e se calhar o meu lado de revoltada faz-me gostar de música muito obscura. Não sei... Ou sou demoníaca. :)
Não. Agora estou a brincar. Não te vou dizer aqui o que acho de mim, mas demoníaca não sou. :)
Já tenho que ouvir nos próximos dias. Obrigada pela lição e aqui entre nós: Parabéns! (pelo aniversário) :)*

Diogo disse...

Eu também tenho esse lado hediondo, ou demoníaco, sou livre.

A questão é: tu pegas num álbum de Venom, Gorgoroth, Impaled Nazarene, Cannibal Corpse, Possessed (geralmente, os nomes das bandas de black metal são muito românticos), e aquilo passa-te cargas tão más, estados de espírito muito depressivos e, ainda têm o condão de te enredar em mitos, ideais fascistas e rituais de culto ao negro, ao sangue, etc... as histórias reais de assassínios, suicídios e ritos do mais macabro que possas imaginar, vindo dessas fantásticas mentes, não são por acaso.

Tem aqui: http://www.youtube.com/watch?v=i4U33U_UyzQ um documentário acerca da cena norueguesa/escandinava, que foi lá onde nasceu o black metal, e de lá vêm todas as «melhores» personas...

Eu prefiro ouvir Whitney Houston e aquelas power ballads melosaaas dos anos 80 do que black metal.

Quanto à cena de ser extremo, ou de se gostar de música extrema, existem extremos mais interessantes do que o black metal. A música noise por exemplo... coisas no limite do insuportável tal é a dimensão de ruído/contra-ruído das gravações, junto das técnicas, etc. E gosto bastante de música noise, industrial. Whitehouse, Throbbing Gristle, Merzbow no japão, os eruditos Stockhausen, Xenakis, Glenn Barnca, Marianne Amacher, o minimalismo do Ikeda http://www.youtube.com/watch?v=552AP2GFMrw (talvez o meu artista noise/experimental favorito), música dadaísta, futurista, o serialismo, improvisação livre, bla bla são universos quase infinitos da intelectualidade, essa malta toda por quem eu tenho muita admiração das vanguardas electrónicas do séc XX, que são bem mais extremas, se levar-mos a música como «som», de um ponto de vista puramente semântico/conceptual, do que a homogeneidade do riff metal.

http://www.youtube.com/watch?v=pGzrL8J0t-c

Não percebi essa do aniversário, mas vou aceitar, :) *

joaninha versus escaravelho disse...

Ler este tratado depois de ter estado a ouvir Rachmaninoff... :)
Não te preocupes. Eu não vou passar a ouvir black metal.
No meio de isto tudo ainda não disse que o meu ídolo é Bowie. E gosto de minimal. Muito.
Mas vou ouvir as bandas que me indicaste agora. :P
Pode ser que fique doidinha. Mais.

A do aniversário... Fui ao teu blog e alguém te tinha dado os parabéns. Pelas 30 primaveras. Foi isso. :)