
Foi a primeira vez que a vi ali.
O sonho fez-me pensar que estaria à minha espera. À espera de me ver passar...
Senti a tristeza. A dela estava maior que a minha. Senti-a...
Lembrei-me de mim. Das horas que passava à janela, olhando para a rua para ver se via a liberdade... Sentia-a dentro de mim... triste... ela e eu... prisioneiras dum ódio que não é nosso.
Espera que a vá libertar qual cavaleiro andante dos contos da minha infância? Da minha idade dela?
Não posso... tem que ser ela a conseguir. Tem que ser ela a libertar-se...
Só lhe posso dizer que estou aqui! Sempre à espera... com a janela aberta ou fechada.
A alma continua alerta!
E mesmo que durma, mesmo que seja noite cerrada o Sol vai brilhar e mostrar-lhe que o dia seguinte vai valer a pena...
(e o meu pequenito?? que é feito dele???
Toma conta dele, querida. Toma bem conta dele..Ele já fez a sua parte.)
...e eu continuo aqui...
E mais uma vez choro para dentro...



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